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Jean-Yves Leloup - Site Officiel  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sexta 23 - Quarta 12

Viagem com Jean-Yves Leloup - com tradução em português

Informações & Inscrições : (11) 3045 7740

e-mail:      meire@latitudes.com.br ou talita@latitudes.com.br
R. Clodomiro Amazonas, 1158 Cj 62/63
São Paulo - SP - Brasil - CEP 04537-901

Entre o turista, grande consumidor de quilômetros, de alimentos, de espetáculos diversos e variados, preocupado em acumular souvenires e experiências com as quais ele vai encher suas malas, para se queixar ou se deleitar com elas no seu retorno, e o peregrino que caminha em direção a ele mesmo ou em direção a um lugar sagrado em busca de um Absoluto que ele deseja ser ou encontrar, existe um outro tipo de viajante que poderíamos chamar de “viajante esclarecido”.
O turista e o peregrino coexistem nele, mas nós não reconhecemos nem o lado predador e consumidor do turista nem a intensidade e exigência mística do peregrino espiritual.
Seu projeto é, principalmente, o de fazer uma viagem de conhecimento e de reconhecimento. Conhecimento dos outros: outras culturas, civilizações, antigas ou recentes, e reconhecimento de si, na sua “reação” aos outros, na descoberta dos seus a priori, dos seus pressupostos e das opiniões pré-concebidas da sua própria cultura, com sua grandeza e seus limites.
É dessa maneira que a viagem “cultiva” o homem, não apenas acrescentando novos saberes, mas através de uma “maturação” e, às vezes, até mesmo através de um questionamento que é uma busca de todo seu ser ao entrar em contato com outros países e outras maneiras de habitar a terra.
Esta viagem é particularmente indicada para esse tipo de viajantes; ela é uma volta às fontes:
- às fontes da mitologia, dos seus deuses e dos seus oráculos (Delfos, Atenas);
- às fontes da filosofia (Platão, Aristóteles, mas também Epicuro, Pitágoras), aos lugares onde eles ensinaram e deram ao pensamento o seu impulso;
- às fontes do cristianismo, bizantino e ortodoxo durante todo o primeiro milênio, com a visita à Constantinopla (atual Istambul): à célebre basílica de Santa Sofia consagrada, como indica o seu nome, à Sabedoria divina e onde ensinaram João Crisóstomo e Simeão, o Novo Teólogo; depois em S. Salvador em Chora onde se encontram os mais belos e bem preservados afrescos dessa arte típica do cristianismo oriental.
- às fontes, enfim, de uma “visão” do século (eon) por vir, de Patmos a Éfesos, com o grande vidente do Apocalipse (São João): “Apocalipse” que em grego não quer dizer “catástrofe”, mas desvelamento, revelação daquilo “que era, que é, que virá...”

Visitaremos a gruta onde São João escreveu seu Apocalipse e o Monastério que, dentre outros tesouros, conserva a sua memória. Seguiremos para Éfeso, onde ele escreveu o seu Evangelho, junto à Maria, a mãe de Jesus, cuja “casa” foi “descoberta” no século passado.
Cada viajante tem uma sede particular; ele poderá encontrar nessas fontes do caminho aquilo que possibilitará matar sua sede e alimentá-lo e, se ele tiver olhos para ver, ele poderá, talvez, contemplar o “milagre grego”, a “luz matutina” que ilumina ainda hoje nosso Ocidente...

Jean-Yves Leloup

 

jyl.ameriques@gmail.com
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