O Evangelho de Maria nos lembra que Jesus era capaz de intimidade com uma mulher. Não apenas intimidade carnal, mas afetiva, intelectual e espiritual. Trata-se de salvar, isto é, tornar livre o ser humano em sua totalidade, introduzindo a consciência e o amor em todas as dimensões do seu ser. O Evangelho de Maria lembra o realismo da humanidade de Jesus em sua dimensão sexuada, o que não tira o realismo de sua dimensão espiritual, pneumática ou divina. A questão não é discutir se Jesus era casado ou não. A questão é saber se Jesus era realmente humano, de uma humanidade sexuada, normal, capaz de intimidade e preferência. E o Evangelho de Maria coloca a pergunta na boca de Pedro: “Será que ele a escolheu realmente e a preferiu a nós?”
(O Evangelho de Maria – introdução) |